sexta-feira, 1 de julho de 2011

Livros de Biologia para Download (Parte 1)

Olá, decidi compartilhar com vocês alguns dos e-books de biologia que eu tenho em meu acervo pessoal. Este material é fundamentalmente voltado para quem está cursando Biologia ou áreas afins, ou mesmo para quem se interessa pelo assunto. Como tenho bastante títulos vou postando em partes para facilitar.  Começarei com alguns livros de Botânica que eu considero muito bons. Caso queiram algum livro específico e eu tiver aqui comigo, disponibilizarei com certeza.


Título: Apostila de Anatomia Vegetal
Ano: 2004
Autor: Silveira
Idioma: Português


Título: Biologia Vegetal
Autor: Raven et al.
Idioma: Português

Título: Plant Ecology (Ecologia Vegetal)
Autor: Schulze et al.
Idioma: Inglês



Título: Plant Embryogenesis (Embriogênese de Plantas)
Ano: 2007
Idioma: Inglês




Título: Viveiro de Mudas - Construção, custos e legalização
2 edição
Autor: Embrapa
Idioma: Português


Título: Botânica Econômica
Ano: 1997
Autor: Fávero & Pavan
Idioma: Português


 
 Título: Introdução à Biologia das Criptógamas (Apostila)
Ano: 2007
Autor: Paula et al.
Idioma: Português


Bom divertimento e bons estudos!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cal com Cloro Contra o Mosquito da Dengue

Uma forma alternativa de combate ao mosquito da dengue (Aedes aegypti) foi desenvolvida em Manaus-Amazonas e promete reduzir o desenvolvimento das larvas e do animal adulto. Basicamente o método consiste em misturar Cal que é utilizada em pinturas de construções e cloro orgânico, igual a aquele usado em piscinas. Este processo visa combater o mosquito em ambientes de construções civis que permitem o acúmulo de água empoçada e desta forma propicia o desenvolvimento do vetor da dengue. A "receita" é composta de 8 porções de Cal (50 mL) para 2 de cloro orgânico (50 mL). Os ingredientes desta mistura são biodegradáveis e assim ecologicamente corretos. A eficácia do método foi alta para matar as larvas do Aedes. Os autores da descoberta pertencem ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Abaixo segue o link do trabalho publicado na revista do Conselho Regional de Biologia (CRBio 01).

Não custa testar né galera!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Isopor Pra Que?


Pelo menos alguma vez na sua vida você já teve contato com um negócio chamado poliestireno expandido? O que? Que troço é esse? Caro leitor tenho quase certeza que sim, talvez no trabalhinho da escola ou no supermercado da esquina, o poliestireno expandido (EPS), popularmente chamado de isopor, está presente em todos os segmentos da sociedade. As mil e uma utilidades atribuídas ao isopor são principalmente relacionadas às suas propriedades isolantes: na construção civil, por exemplo, é colocado nas paredes como isolante térmico e sonoro; muitos produtos são embalados em recipiente de isopor para manter sua temperatura e não se degradar prematuramente; são exaustivamente utilizados na forma de bandejas para embalar produtos cárneos tal como legumes, verduras e frutas.
E você com certeza já comprou ou conhece alguém que comprou produtos nessas bandejinhas de isopor, e que com mais certeza ainda, jogou a tal bandejinha pelo lixo após o uso. Pois bem, o impacto que o isopor causa ao ambiente é desastroso. Isopor nada mais é do que plástico, e precisa de petróleo para ser produzido. Agora você já está entendendo o tamanho do problema não? É possível reciclar o isopor? A resposta é sim. O empecilho para tal ação é que o isopor faz muito volume e necessita de uma logística complexa para chegar às usinas de reciclagem. O segundo problema é que o processo de reciclagem do isopor necessita de petróleo para ser finalizado, encarecendo o processo e o produto final. O que fazer então???
Felizmente as cabeças pensantes deste planeta desenvolveram produtos biodegradáveis que substituem produtos poluentes como o isopor. Um exemplo é a empresa CbPak (não estou ganhando um centavo hein) que desenvolveu bandejas semelhantes às de isopor porém compostas de amido de mandioca. SIM, Mandioca, Macaxeira, Aipim. Não é fantástico? Estas bandejas de amido levam apenas de 3 a 6 meses para se decompor na natureza e podem ser utilizados como adubo. 


Muitas outras empresas estão tomando estas iniciativas ecossustentáveis. Os grandes supermercados também estão mudando a mentalidade capitalista e pensando um pouquinho mais no meio ambiente adquirindo estes produtos. Basta agora nós, os consumidores, assumirmos esta postura e consumir produtos que sigam a linha sustentável. Afinal, é muito melhor consumir com a consciência tranquila.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Lei de Proteção Animal


Galera, não é pelo fato de eu ser biólogo e estar em contato direto com animais de diversos tipos, mas o que passa na cabeça de um cidadão que maltrata um animal?
Sinceramente eu penso que esse cidadão que  se coloca "superior" ao pobre animal castigado é tão insignificante quanto uma moeda de 1 centavo. E quando falamos em maus-tratos a primeira imagem que vem pra todos é daquele cachorrinho passando frio ou o gatinho assustado e com fome. Sim, é válido porém não podemos esquecer do resto dos bichos: ninguém quer proteger uma serpente por exemplo. Por que? Porque desde pequenos nos incitaram a matar estes bichos peçonhentos ("Ela pode te picar", diz o pai. "Mata, mata"). Aqui vai uma liçãozinha básica que todas pessoas deveriam saber, e de fato muitas sabem: TODO e qualquer animal só ataca se é ameaçado ou para se alimentar. Portanto cada um no seu quadrado e ficaremos todos bem.
Isto posto estou colocando um link para o site do Deputado Federal Ricardo Tripoli que cria a Lei de Proteção Animal em âmbito federal. Neste site é possivel ter acesso ao projeto de lei na íntegra bem como assinar e participar deste projeto (de graça claro).
Pessoal, não faço campanha pra ninguém. Odeio política (aliás estou de saco cheio de ser chamado pra mesário toda eleição), mas acho que vale a pena confiar nesse cara, independente de partido ou qualquer coisa.

Abraços e beijos a todos!!! 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Que Faz um Bom Cientista?

Retirei este artigo do blog de Herton Escobar do Estadão. Faço das palavras dele as minhas, sem tirar nem pôr. Ainda mais eu que trabalho no Instituto Butantan e já trabalhei com espécies de coleção.

 FOTO: JF DIORIO/AE

Hoje vou fugir um pouco do formato básico deste blog para fazer uma reflexão editorial sobre um tema que foi levantado esta semana em meio às chamas que destruíram a coleção de cobras e aranhas do Instituto Butantan (IB).
Em entrevistas à imprensa, o ex-diretor da Fundação Butantan (braço privado do IB, que faz a gestão financeira do instituto) , Isaias Raw, defendeu a priorização da produção de vacinas no Instituto e menosprezou as pesquisas feitas com a coleção. Disse que a função do IB era salvar vidas e não “ficar brincando com cobra” e que a ciência feita pelos pesquisadores da coleção era de “quinta categoria”. Logo, vieram me perguntar: “Mas e aí, os caras lá são bons mesmo?”

Essa pergunta é extremamente difícil de ser respondida. Em geral, quem tem um bom conhecimento de ciência olha para um cientista e sabe se ele é bom ou não é. Mas como é que você “prova” isso estatisticamente? Sem conhecer nenhum dos pesquisadores do Butantan pessoalmente, como é que você definiria se eles são cientistas de primeira, segunda ou terceira categoria?
Ironicamente, definir um bom cientista cientificamente não é nada fácil. Seja qual for o parâmetro escolhido, alguém sempre acaba injustiçado. Tanto que a definição de mérito para distribuição de bolsas e seleção de projetos é um dos temas mais polêmicos da política científica – não só no Brasil, mas no mundo todo. Por exemplo: Quem é o melhor cientista, aquele que publica mais, aquele que ensina mais, aquele que patenteia mais, aquele que faz pouca pesquisa mas atrai muitos recursos (financeiros e humanos) para sua instituição….?

E se considerarmos apenas as publicações, quem é o melhor: aquele que publicou 10 trabalhos medianos em 1 ano, ou aquele que publicou 1 trabalho revolucionário em 10 anos? Aquele que só publicou trabalhos medianos certamente não vai ganhar o Prêmio Nobel, mas talvez ele tenha orientado e formado muito mais alunos do que aquele que fez uma descoberta bombástica no mesmo período. E aí? Quem é o melhor cientista? Quem merece ganhar mais dinheiro e ter ar-condicionado na sala? A resposta “correta”, claro, é que precisamos de todos os tipos de cientistas. Precisamos de pesquisadores audaciosos, empreendedores, do tipo Craig Venter, que buscam descobertas revolucionárias e não perdem tempo com “picuinhas”. Precisamos de pesquisadores-professores inteligentes, que se dediquem a formar jovens cientistas competentes e fazer boas pesquisas, sem se preocupar necessariamente em ganhar um Prêmio Nobel. Precisamos também de bons cientistas curadores, educadores, expositores, oradores, escritores, divulgadores, que talvez nunca publicaram um trabalho de impacto, mas que sabem transmitir o conhecimento da ciência para o grande público de maneira inteligente, seja na forma de um livro ou de uma exposição, fazendo com que as pessoas entendam, apoiem e se entusiasmem pela ciência. Etc.

Aos olhos de alguém como o Dr. Isaias, que dedicou sua vida ao estudo e à produção de vacinas, o trabalho de alguém que dedica a vida a descrever espécies de cobra guardadas em vidros com álcool pode parecer totalmente irrelevante. Mas obviamente que não é. Claro que a importância da produção de vacinas é inegável, inquestionável, mas as milhares de pessoas que visitam o Instituto Butantan todos os meses não vão lá para olhar as fábricas de vacinas. Vão lá para ver as cobras e aprender sobre elas! Ou alguém aí já viu uma criança com a cara grudada no vidro e a boca aberta de espanto olhando pela janela de uma fábrica? “Mamãe, olha só aquela linha de produção, que incrível!!! Tira uma foto?”…. acho que não.

Pois então: é só graças a essas coleções biológicas e graças ao trabalho desses cientistas “de quinta categoria” que conhecemos os nomes, os hábitats e o comportamento de todas essas cobras e aranhas fascinantes. Que graça teria viver cheio de saúde num mundo sobre o qual não conhecemos nada? Ciência não precisa salvar vidas nem ganhar Prêmio Nobel para ser boa. Só precisa ser boa.

Abraços a todos.
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